Um dia desses, na minha correria cotidiana, aconteceu uma coisa interessante. Eu peguei um ônibus, horário de almoço, lotado. E nele, tinha um jovem pedindo ajuda. Não entendi bem, pois quando subi no ônibus, ele já estava lá. Ele chorava e parecia ser de indignação porque as pessoas não se dispuseram a ajudar. Uma senhora sentada chamou o rapaz e disse que ele tivesse fé, que Deus resolvia tudo. Ele escutou, mas desceu do ônibus bastante revoltado. Até que a senhora, que estava bem perto de mim, começou a conversar. E disse que já tinha passado por aquilo, já tinha pedido ajuda em ônibus e outros locais públicos e que sabia como aquele jovem estava se sentindo. Ela contou que o seu filho tinha sido vítima das drogas durante 14 anos. E falou que o desespero daquele jovem em pedir ajuda (que parecia ser pra algum familiar doente) era uma porta de entrada para o mundo do vício. E aí ela contou que foi abandonada pelo marido e que o filho tornou-se um viciado em drogas. Ela enfrentou tudo, mas nunca desistiu dele e nunca perdeu a fé. Perdeu o emprego que tinha na época e foi trabalhar em um bar, num bairro violento. Ali convivia com o crime, com as drogas. Disse que nada de mal nunca lhe aconteceu e que conversava com os bandidos, tentava tirar a maldade do coração deles. Não sabia se resolvia, mas levava amor aonda ela ia. Ajudava os jovens da rua, viciados em drogas, dando-lhes refeições. Convivia com o crime e as drogas, mas dizia não ter medo. Ela via o sofrimento daquelas pessoas, que não estavam naquela vida por escolha própria. Enquanto isso, seu filho continuava nesse mundo. "Tomava" o dinheiro dela e dizia que era pra comprar droga. Ela contava que tinha certeza que Deus olhava por ela e que aquilo ia acabar. Pedia ajuda às pessoas, dizia que tinha um filho viciado em drogas e que lutava contra aquilo. Mas muita gente a olhava com desprezo e descrença. Depois de 14 anos, ela conseguiu que o filho fosse para um centro de recuperação. Ele foi curado e hoje trabalha como voluntário na recuperação de outros jovens. Naquela semana, ela tentava ajudar uma senhora de sua rua, que também tinha um filho viciado em drogas, a conseguir o dinheiro para interná-lo. Passava a fé que carregava consigo, certa de que "Deus toma conta de tudo", como ela mesma disse. Naquele dia, ela estava no ônibus indo receber uma ajuda que uma pessoa da família estava lhe dando. Eram R$ 100,00 e ela ia super contente. Uma senhora simples, de bem com a vida, carregando no pescoço a imagem de Jesus e no coração, uma fé imensa. Aqueles minutos de conversa com aquela senhora me fizeram bem. A gente ainda reclama da vida. Ficou comigo a certeza ainda maior de que Deus olha por todos os seus filhos e de que a fé nos faz suportar todas as dificuldades. E ficou também o exemplo daquela senhora que dizia que o segredo era levar o amor a todas as pessoas. Desci do ônibus mais leve.
São 33 homens confinados 700 metros abaixo da terra. Foram 17 dias sem nenhum sinal de vida, até que, finalmente, conseguiram contato com a superfície, mostrando que sobreviveram. Pode ser visto como um milagre: um acidente numa mina e todos estão vivos.
Para aqueles chilenos, nesse momento, o que será que importa? Sem dúvida alguma, sobreviver. É preciso racionar a comida, dar algum destino aos seus dejetos, encontrar uma forma de passar o tempo, ter hora para para o descanso, mesmo sem ter ideia de dia ou noite. É fundamental que eles não percam as esperanças.
A gente aqui, na nossa vida, com a nossa rotina, as nossas alegrias e os nossos problemas, podemos nos perguntar: o que é fundamental para sobreviver? Temos família: pessoas com ideias e temperamentos diferentes, que compartilham suas conquistas e frustrações e que, por vezes, se desentendem. Mas que são a nossa família, sabemos que nos amam e estão ao nosso lado.
Temos a natureza, bela, perfeita. O Sol nos acorda diariamente, a chuva renova a vida no planeta, a Lua dá um brilho especial à noite. Tem as suas catástrofes, é verdade, mas sabemos serem causadas pela ação do homem e podemos fazer a nossa parte para evitá-las.
Temos TV, DVD, computador, celular, internet. Temos trabalho, amigos, igreja, lazer. Shopping, cinema, praia, viagens. Roupas, sapatos, bolsas, perfumes. Pra nós mulheres então, a lista de artigos "indispensáveis" é imensa. Achamos pouco o que temos. E fazemos com que muitas coisas se tornem essenciais à nossa vida, sem que de fato sejam.
Se sentirmos fome, as opções são muitas. Se adoecermos, buscaremos atendimento médico. Se ficarmos entediados, podemos fazer um programa diferente. Se nos sentirmos sós, podemos buscar aquele amigo. Tristes, a família pode nos amparar.
Mas aquelas vidas, confinadas daquela forma, não têm nada do que julgamos ser tão importante. Eles são movidos pelo grandioso desejo de viver, são "alimentados" pelas palavras de carinho e conforto vindas das pessoas queridas, são sustentados uns pelos outros. Encontraram a sua forma de lazer, buscaram se organizar para que consigam suportar a espera, carregam com eles uma fé grandiosa. É comovente, mas é também uma lição pra todos nós.
Acredito que aqueles homens não pensam agora numa roupa nova, em um novo modelo de celular, em como queriam ter uma casa melhor, um jantar mais saboroso. Não. Eles desejam profundamente voltar às suas vidas, às suas famílias e ao aconchego dos seus lares.
Isso me fez pensar no que realmente é importante pra gente. Família, saúde, amigos, carinho, amor. Paz de espírito. Gratidão à Deus. E sobretudo fé, porque a fé nos faz atravessar as dificuldades e esperar com paciência. O meu desejo é que eles possam sair de lá, que sejam resgatados com sucesso, sabendo que deram para o mundo um exemplo de força e esperança. Que Deus continue a olhar por cada um deles e por suas famílias. E eu, aqui, começo a semana pensando um pouco diferente sobre algumas coisas.

A palavra "autoridade" significa: pessoa que tem reputação de grande conhecimento em determinado assunto; forma de controle baseado no poder atribuído a determinadas posições ou cargos. Autoridade era para ser aquela pessoa que nos traz segurança, em algum sentido, ou mesmo nos dá garantia de que uma situação será resolvida da forma mais justa e correta possível.
O que temos à nossa volta, comumente, são pessoas que se utilizam da designação de "autoridade" para tomar atitudes nem sempre corretas. É comum agentes de trânsito, responsáveis pela segurança das vias públicas, aceitarem aquele "trocado" em troca de deixar passar despercebidas situações que colocam em risco a vida de todos. Um delegado, representante da ordem, pode também fingir nao ter tanta gravidade o caso de um filho de alguém lá de cima (autoridade maior) que se envolveu em alguma confusão violenta.
São também comuns as autoridade políticas, responsáveis pelos "empregos fantasmas" ou pela colocação daquele filho de um primo em um concurso que ele nem sequer realizou. Já aquele senhor humilde, que acordou de madrugada para conseguir uma ficha para o atendimento médico, esperou dias e depois esperou horas, provavelmente terá alguém sendo atendido na sua frente, porque esse alguém conhecia um médico do hospital, que tinha acesso à marcação de consultas.
Algumas "autoridades"chegam a um restaurante e acham que podem tratar mal um garçom, acham que sempre têm preferência no trânsito. Esperar sua vez na fila? Nem pensar...A posição delas não permite.
E assim nós seguimos, buscando subir na vida, buscando ser alguém com um mínimo de poder possível. Sem perceber que muitas vezes passamos por cima do outro, ferimos o direito de alguém. O pior é que nos acostumamos com isso. Enchemos a boca para dizer: "fulano é desembargador", "beltrano é deputado, resolve isso fácil, fácil.
Sem querer tirar o mérito de ninguém, mas a autoridade, conquistada merecidamente por muitos, não deveria fazer com que nos sentíssemos melhores que os outros. Autoridade mesmo tem aquela pessoa que trata a todos com igualdade, que não comete injustiças, que cede a sua vez, que exerce seu papel com dignidade. Essa sim pode ser considerada uma pessoa distinta. E anda meio difícil encontrar pessoas desse tipo entre nós.
Esses dias perdi o meu avô. Não é só por ser meu avô, mas ele era um homem especial. Por isso, hoje escrevo para prestar-lhe uma homenagem e expressar a saudade que fica entre nós. Saudades do seu jeito, da sua sabedoria, tão simples e tão válida ao mesmo tempo.
Lembraremos para sempre o seu fusquinha azul e os nossos passeios divertidos; a "chuva" de balas da janela, para nós, as crianças, brincando na rua; da sua pontualidade exagerada; do seu cuidado com as coisas e da sua mania de escrever seu nome em tudo. Ahh...vovô Abdias! Saudades do seu jeito de nos chamar de "malucos"; de ouvir as suas histórias de fantasmas, na sua forma especial de conversar; de escutar mil vezes você contar do dia em que vovó Cida falou "eu acho que vou querer". Fica uma saudade, mas também um orgulho imenso de seguir a vida sendo sua neta, de saber que carrego um pouco de você.
Muita coisa nos fará lembrar você: uma bala, um copo de suco bem cheio, uma partida de dominó...E a casa de Araripina então? Ela sempre nos lembrará você. Mas será uma lembrança boa, uma saudade gostosa.
Fica com a gente o seu exemplo de vida, de homem correto e bondoso. Fica a sua imagem de calma e sabedoria de viver. Fica, principalmente, para cada um de nós, netos e filhos, o desejo de viver como o senhor viveu.
Ontem olhei para as estrelas e lembrei do senhor, vovô. De agora em diante, tudo que for belo e transmitir paz, nos fará lembrar você.
Descansa em paz. Você soube cumprir sua missão entre nós.

Escrevo hoje sobre a aventura de ler. Ultimamente, tenho me encantado ainda mais com as leituras. Tentarei resumí-las aqui. Para começar, "O livro das religiões" nos fala de forma incrível das religiões do mundo e de suas divisões. Encantadora também foi a companhia de Jorge Amado, em "Mar Morto". Uma viagem pelo Cais da Bahia, com os personagens Guma, Lívia, entre tantos outros. Então resolvi ler "Cidade de Deus". Não vi o filme, mas queria ler o livro. Paulo Lins retrata muito bem a vida na criminalidade, nos fazendo enxergar as desigualdades sociais e suas consequências. O que dizer de "A moreninha"? Livro clássico, daqueles de vestibular, na verdade uma linda história de amor entre Augusto e Carolina. Quando o livro acaba, dá até saudades! Estar em companhia de Roberto Shinyashiki, então...Em "Sempre em frente", este maravilhoso escritor nos dá uma injeção de ânimo, direcionando a nossa vida de acordo com objetivos claros. Parece um assunto comum, mas garanto ser abordado de forma fantástica. E a companhia de Chico Xavier? Histórias lindíssimas do Evangelho de Jesus em "Jesus no lar". A belíssima história de Paulo de Tarso, homem de fé, exemplo de vida, contada na obra "Paulo e Estêvão". Dá uma vontade imensa de reler. Em seguida me aventurei na companhia de Lily, em "A vida secreta das abelhas", contada por Sue Monk Kidd. Uma garotinha que foge de casa, para buscar esclarecer um mistério sobre o passado da sua mãe. E ela o descobre com a ajuda de sábias senhoras apicultoras, de quem se torna grande amiga. Na companhia de Samuel e de seu gato Mishima, em "Amor em minúscula", do francês Francesc Miralles, é possível descobrir a verdadeira amizade de um professor solitário na companhia de um gato, que por acaso aparece na sua porta. O que está em evidência aqui é o bem que podem fazer as relações entre o homem e os animais. Tive oportunidade de ler também "A dama das camélias", clássico mundial do século XIX. Nele, Alexandre Dumas Filho relata uma paixão impossível entre Armand e Marguerite, pertencentes a zonas diferentes da sociedade da época. Uma obra verdadeiramente rica! Mudando um pouco o estilo, "Uma mulher segundo o coração de Deus" nos deixa orgulhosas de sermos mulheres e nele a autora, Elizabeth George, nos esclarece sabiamente sobre o papel da mulher seguindo a orientação cristã. E os poemas de Mário Quintana? Com sua leveza e simplicidade, são um verdadero convite à leitura. Adiante, Albert Camus, em "A peste" nos faz viajar por uma cidade devastada pela peste, doença transmitida pelos ratos, que toma conta da cidade de Oran, na Argélia. A situação traz à tona os verdadeiros valores humanos. Uma obra esplêndida. Encantador também é o personagem de José Saramago, em "Todos os nomes". O Sr. José da conservatória do Registro Civil. Este nos diverte na sua obstinada busca por detalhes da vida de pessoas simples e desconhecidas, para sair da monotonia do seu trabalho. Impossível não dar boas gargalhadas também com o padre José Silveira, personagem de "Agora Deus vai te pegar lá fora", do autor Carlos Moraes. O padre foi preso numa cadeia pública de uma cidadezinha gaúcha, por crime contra a segurança nacional. Lá, entre personagens muito simpáticos, conta e vive divertidas histórias. E assim são muitos os livros que se mostram excelentes companheiros. A literatura brasileira e mundial está cheia de obras preciosas. Melhores, quem sabe, que muitos programas de TV. Eu diria até que dá uma sensação maravilhosa de ter preenchido meu tempo ricamente. Não esquecendo, claro, o valor de uma boa música, um bom papo e até de bons momentos sem fazer absolutamente nada. Finalizo então com uma frase de São Tomás de Aquino: "Temo o homem de um livro só".
Tenho descoberto recentemente a importância do ato de ouvir. Por ser uma pessoa calada, já me foi dito várias vezes que quem escuta mais do que fala, aprende mais. Pode ser que seja. Não sei. Compartilho a minha experiência de escutar por aí.
Li certa vez que escutar alguém, um desconhecido principalmente, faz um bem enorme à nossa mente, além de beneficiar a pessoa que fala, claro. Mudei um hábito meu ultimamente. Em filas de banco, salas de espera de consultórios e afins, antes da mergulhar na minha leitura, olho em volta se há alguém a quem eu possa ouvir. Não importa quem nem o que esteja disposto a conversar. Me proponho a escutar e quem sabe até, contribuir em alguma coisa. E assim vai. Numa dessas esperas em uma imensa fila do SUS, um senhor contava a uma jovem suas aventuras de antigamente no sertão da Paraíba e falava de como tudo era diferente. Fechei o meu livro e me dispus a participar daquela conversa. Em outra ocasião, em outra fila, também do SUS (e também imensa), uma senhora simples, empregada doméstica, contava a experiência de tratar uma irmã com depressão. No seu falar simples e confiante, percebi que cumpria seu papel, dando um exemplo de sabedoria e vontade de viver. Paraceu grata pela minha atenção. E eu fiquei grata também pelo seu exemplo. Uma outra vez, uma senhora me acompanhou na rua e pediu para que eu passasse com ela por um esquina, onde um palhaço fazia propaganda. E seguiu comigo, contando que tinha medo de palhaços desde a infância, resultado de um acontecimento trágico em família. Naqueles poucos minutos de conversa, percebi a diversidade de temores que carregamos conosco, cada um com a sua causa.
Caminhando na praia uma manhã dessas, observei um bêbado acompanhar uma senhora e puxar conversa. Deu pra ouvir ele contar sua vida, problemas com a esposa, entre outros tantos. Mas, apesar de embriagado, no seu "falar torto", parecia correto nos seus pontos de vista, se mostrando indignado com as injustiças do mundo. E aquela senhora que ouvia, àquela hora da manhã, um bêbado provavelmente amanhecido na praia, com tamanho interesse, exercia a caridade de ouvir.
Esses dias, ao esperar alguém numa rua, um senhor que cuidava dos carros, se aproximou de mim e começou a conversar. Mas eu não conseguia entender o que ele dizia, pois ele parecia com algum problema no falar. Contava que morava com a esposa e a irmã e que alguma delas era bem complicada, mas eu não entendi qual das duas. Me esforçava, perguntava novamente e já tava até constrangida por não entender. Percebi que falava da sua juventude e ria bastante até. Mas eu continuava sem entender. Quando eu ia saindo, ele me chamou e disse que "aquela médica, amiga dele, tinha ido morar na Espanha". Que médica? Eu não tinha entendido mesmo. E voltei pra casa naquele dia com a sensação ruim de não ter exercido a sábia arte de ouvir.
É impressionante a forma como as más notícias despertam a nossa atenção. Se aqui presenciamos um assalto, ele é contado e recontado nas mais variadas versões. Se ali ocorreu um acidente, logo a notícia é repassada com detalhes trágicos. Se o caso é um sequestro, repercute de forma impressionante. Se é um assassinato, desperta o interesse geral. Se são vários, então, nem se fala. Observemos que o portador da má notícia normalmente é o centro das atenções e não seria exagero dizer que se sente de certa forma "lisonjeado" por ter presenciado alguma cena um tanto chocante.

Paremos para pensar que diariamente alguém faz algum bem, não importa qual. Pessoas saem às ruas para alimentar alguém que tem fome. Uma criança que vive na miséria se destaca na música ou no esporte. Alguém doa parte do seu tempo para ensinar algo de bom a outro alguém com desejo de aprender. Palavras de conforto são levadas a quem tanto precisa. A dor de alguns é amenizada com a alegria levada a hospitais. A esperança é compartilhada. O perdão é oferecido e aceito. A fraternidade transforma vidas.

No entanto, boas notícias não possuem tanta popularidade quanto as más, que encontram bem mais espaço nos meios de comunicação. Talvez isso expresse, de certa forma, a nossa indignação com o que está errado no mundo. Talvez seja uma forma, inconsciente até, de nos sentirmos pessoas melhores do que aquelas que cometem atos tãos cruéis. Mas, assistindo ao mal e nos indignando com ele, não estamos contribuindo em muita coisa. Pelo contrário, só contribuímos para que as más ações tenham mais destaque entre nós. E assim, as propagamos, sem ao menos nos darmos conta disso.

É necessário perceber a infinidade de boas ações que acontecem à nossa volta. Em gestos pequenos, podem existir atitudes grandiosas, e a sua percepção depende da mente e do coração de quem as presencia. É interessante perceber que o bem, assim como o mal, é contagioso. Se a intenção de fazer o bem nos causa felicidade, o ato em si nos deixa radiantes. Fazendo e divulgando apenas o que é bom, realizado por quem quer que seja, geramos bons pensamentos e assim contribuímos para um mundo melhor.

Que estejamos ansiosos para carregar conosco boas notícias. Que estas notícias contagiem aos que estão à nossa volta. E que, aprendendo a admirar o bem, possamos ser tomados por ele, transformando-o em ações. Vale lembrar que, junto com as nossas atitudes para o bem, vem a chance de que a nossa ação fique em segredo. Assim, é preciso encontrar uma forma de propagar o bem sem querer promover a nós mesmos. Se nos mantivermos sintonizados com as coisas boas, diminui-se a chance de o mal prevalecer entre nós. É provável que o infortúnio continue a existir, mas sem a nossa atenção, da mesma forma que uma plantação abandonada, não gerará frutos.